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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Por que as músicas vão soar melhor no Android Jelly Bean?






Sistema operacional tem menor latência e pequenas mudanças para acelerar a reprodução de áudios.







Escutar músicas pelo celular virou um bom negócio, já que aplicativos para baixar e armazenar canções e um espaço cada vez maior nos aparelhos permitem que você tenha uma biblioteca completa sem precisar de um player separado.

No Android 4.1 (Jelly Bean), essa experiência será ainda mais interessante, já que o sistema operacional está sendo configurado para extrair o máximo dos áudios, melhorando não só a qualidade e a maneira de ouvi-los (a partir de aplicativos cada vez melhores), mas até a demora entre o toque na tela e o início da reprodução do som.
Menor latência

No caso dos reprodutores de áudio, a tal latência é a demora entre uma ação (como apertar o “Play”) e a reação do sistema (executar a música). No Jelly Bean, ela sofre uma incrível redução, tentando fazer com que as ações relacionadas aos sons quase aconteçam em tempo real. E diminuir a latência não significa só trocar uma peça ou mexer em uma configuração, mas alterar todo um sistema existente no hardware e no sistema operacional.

No caso do Nexus 7, o tablet da Google, há uma latência de 12 ms (milissegundos), contra 100 ms quando ele roda o Android 4.0 (Ice Cream Sandwich). Com a empresa apostando cada vez mais nessa área, baixar o número para 10 ms ou ainda menos pode ser uma questão de tempo.


Além disso, as APIs até agora parecem encaminhar para um áudio de melhor qualidade, seja em aplicativos de criação, edição ou simplesmente reprodução de sons. O iOS é um grande exemplo em gadgets, enquanto o Windows também apresenta ótimos resultados nos desktops.

As mudanças podem parecer minúsculas, mas fazem diferença para desenvolvedores de programas de áudio, músicos que usam funções mais profissionalmente e, no fim das contas, até para quem só costuma ouvir uma ou outra canção no aparelho.
Maior suporte

A partir de agora, cabos USB de áudio serão suportados pelos aparelhos Android. Já o HDMI terá multicanais, o que possibilitaria a instalação de sistemas de som complexos e potentes a partir do sistema operacional.

Por fim, melhor processamento e gravação de sons também parecem figurar no Jelly Bean – abrindo definitivamente o espaço para grandes aplicativos de áudio investirem também no Android daqui para frente.

Fonte: Create Digital Music

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Por que o Winamp está desaparecendo?

O que aconteceu com o software que já foi considerado um dos mais importantes do Windows?







Você ainda se lembra do Winamp? Se você utilizava um computador entre os anos de 1997 e 2008, provavelmente você já utilizou o software, que foi um dos mais populares players de mídia que o Windows já teve – e que é considerado um dos responsáveis pelo sucesso do MP3. Mas por que é que o aplicativo sofreu um declínio tão grande nos últimos anos? A resposta pode ser “problemas de administração”.

Quando surgiu, o Winamp possuía um arquivo de instalação muito pequeno, o que era excelente para qualquer pessoa baixar – vale lembrar que, na época, a internet banda larga estava muito longe de ser algo popular. Mesmo afirmando ser um shareware, ele funcionava como um donateware, pois não limitava as funcionalidades para quem não pagasse os 10 dólares pedidos pelos desenvolvedores.

Mesmo assim, ele conseguiu render mais de US$ 100 mil alguns meses, o que chamou a atenção de outras empresas. Assim, a AOL adquiriu o Winamp em 1999, gastando uma quantia próxima aos US$ 100 mlhões. Segundo um artigo do ArsTechnica, foi aí que começou o declínio do software.





Estagnação do software

Estagnado, o Winamp começou a perder usuários e viu de perto a ascensão de outros softwares, como o iTunes e o Windows Media Player. Essa é a prova de que os softwares precisam se renovar se planejam continuar dominando o mercado. Aconteceu com o Internet Explorer (que agora luta para voltar ao topo) e também com o Winamp.





Em 2005, Justin Frankel – um dos criadores do Winamp – disse ao BetaNews que estava sempre esperando pelo dia em que a AOL o encontraria para dizer que precisava de ajuda, mas as políticas internas da empresa sempre foram prejudiciais a todos os projetos. Infelizmente, o encontro nunca ocorreu e o Winamp está cada dia mais abandonado.

Fontes: ArsTechina e BetaNews