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sábado, 23 de junho de 2012

Marte pode ter abrigado muita água em seu interior

Análise de meteoritos do Planeta Vermelho revela que a quantidade de água disponível no manto de Marte se equiparava à da Terra.






Se depender da análise realizada em meteoritos vindos de Marte, é provável que o nosso vizinho no Sistema Solar tivesse tanta água quanto a Terra. É o que diz um estudo publicado recentemente no jornal Geology e conduzido pelo pós-doutorando Francis McCubbin.

Para a pesquisa, foram selecionados meteoritos que se originaram durante a fundição parcial da camada marciana que fica logo abaixo da crosta. Essas “rochas” chegaram à Terra cerca de 2,5 milhões de anos depois desse evento e, felizmente, sua composição geoquímica ainda é capaz de dizer muito sobre os processos geográficos pelos quais Marte passou.

Em entrevista para o Science Blog, o investigador Erik Hauri, responsável pela análise realizada na Instituição Carnegie, explicou que os dois meteoritos estudados apresentam indícios de que a água foi incorporada durante a formação de Marte e que o planeta estava apto a armazenar essa água em seu interior durante sua diferenciação planetária, ou seja, o processo de transformação de um planeta homogêneo e primitivo em um corpo com núcleo, manto e crosta.

Uma contagem da quantidade de água presente nos minerais do meteorito estimou que o manto de onde derivaram essas rochas continha cerca de 70 e 300 ppm (partes por milhão). Para ter uma ideia, a superfície da Terra, abundante no “líquido da vida”, possui de 50 a 300 ppm.

Fonte: Geology, Science Blog

Os sete minutos de terror que separam uma nave de pousar em Marte [vídeo]

Cientistas estão apreensivos sobre manobras arriscadas em missão não tripulada ao espaço.









O vídeo acima tem clima de trailer de filme sobre fantasmas ou serial killers – e até mesmo o título “Sete minutos de terror” remete a um longa-metragem assustador. Mas o assunto aqui é astronomia: em 5 de agosto, o módulo não tripulado Mars Curiosity vai pousar em Marte para missões de estudo, e esse é o nome dado à aterrissagem do veículo no Planeta Vermelho.

Explicamos: os cientistas da NASA responsáveis pelo projeto estão tensos, contando cada segundo até o dia da aterrissagem. Afinal, trata-se de um projeto complexo e ambicioso, pois envolve 6 configurações diferentes para o veículo, 76 dispositivos pirotécnicos, 500 mil linhas de código e um dos maiores paraquedas supersônicos já criado pelo homem. A margem de erro é considerada zero, mas quem disse que eles acreditam nisso?

Como é explicado no clipe, a nave tem sete minutos para descer do topo da atmosfera de Marte até o pouso no chão do Planeta Vermelho – fora os 14 minutos entre o envio do sinal da nave à Terra dizendo que está tudo bem.

Os computadores calcularam uma “coreografia” perfeita para o momento, que envolve manobrar os propulsores na intensidade correta, diminuir o calor e a velocidade do veículo, utilizar o radar da máquina para saber se o pouso é seguro e, claro, sobreviver sem danos durante as missões em Marte. Qualquer erro faz com que um projeto milionário seja jogado no lixo espacial – e ainda falta mais de um mês para sabermos o resultado.

Fonte: JPL