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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Criador do Megaupload acusa vice-presidente dos EUA de ter pedido o encerramento do site

Motivação seria relação próxima da principal associação da indústria cinematográfica dos EUA com diversos setores do governo do país, inclusive a vice-presidência.







Meses após o encerramento do Megaupload, o criador do site, Kim Dotcom, faz uma revelação audaciosa. Ele garante ter ouvido de “fontes confiáveis” que a ordem para encerramento de um dos maiores sites de compartilhamento do mundo foi dada diretamente pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Em entrevista ao site TorrentFreak, o empresário afirma que a motivação teria sido a estreita relação entre Biden e Chris Dodd, diretor da Motion Picture Association of America (MPAA), associação que representa a indústria cinematográfica estadunidense.

“Eu sei de uma fonte confiável que foi Joe Biden, o melhor amigo do ex-senador e chefe da MPAA Chris Dodd, quem ordenou a seu ex-advogado e agora procurador do estado Neil MacBride derrubar o Mega”, relatou Dotcom.





Ordem direta da Casa Branca


O criador do Megaupload teria ainda investigado a lista de presentes em uma reunião realizada na Casa Branca, na qual Biden e Dodd teriam participado juntamente com o presidente dos EUA, Barack Obama, ou alguns de seus assessores diretos. O encontro teria ocorrido em junho de 2011.

Da reunião, teriam participado ainda diretores de grandes estúdios, como Sony, Disney e Universal, além de Michael Ellis, advogado especializado em extradição. O motivo da presença de Ellis seria o fato de Dotcom residir na Nova Zelândia.

Se confirmadas, as revelações ressaltam a grande força do lobby de Hollywood na Casa Branca. A prática, que consiste no “investimento” em setores estratégicos do governo por algum interesse, é legal nos EUA (no Brasil, isso é proibido). Em um relatório de 2011, a MPAA divulgou ter investido US$ 400 mil dólares (algo como R$ 800 mil) em diversos órgãos estatais do país norte-americano, inclusive na vice-presidência.

Fonte: TorrentFreak

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Prisão de Kim Dotcom foi ilegal, afirma juiz neozelandês

Justiça da Nova Zelândia afirma que a ação policial que prendeu Dotcom cometeu vários equívocos legais.






No dia 20 de janeiro deste ano, Kim Dotcom (o fundador do Megaupload) foi preso sob a alegação de ferir leis de direitos autorais e também por lavagem de dinheiro. Desde a data, muita polêmica está envolvendo o caso, principalmente pelo fato de o empresário ter sido preso na Nova Zelândia, mas apenas após investigações da Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI).

Agora, cinco meses depois do ocorrido, um juiz neozelandês emitiu um parecer sobre o caso, alegando que todo o processo de captura de Dotcom foi ilegal, principalmente pelo fato de os mandados de busca serem “inválidos”. E o que leva o juiz a pensar isso? Para começar, em nenhum momento os policiais que entraram na casa do empresário disseram que estavam lá como policiais.
Os erros na ação policial

Como o Ars Technica mostrou, o juiz neozelandês deixou bem claros os motivos para considerar a ação como ilegal. Para começar, os policiais deveriam deixar claro que estavam lá por motivos judiciais – eles invadiram a casa de Dotcom já com armas em punhos e sem uniformes. Isso dá argumentos para o fundador do Megaupload, que agora diz que estava armado e escondido apenas para se proteger.








Além disso, também há relatos de truculência na ação policial. Kim Dotcom diz que tomou um soco, foi jogado no chão e teve a mão esmagada pelos pés dos policiais – mesmo sem ter oferecido resistência à prisão. Outro erro aconteceu quando os agentes não revelaram ao suspeito quais eram as leis que ele havia infringido, assim como não informaram o país que estava cuidando do caso.

Por fim, o fato de os policiais da Nova Zelândia terem apreendido uma série de itens sem necessidade também foi um erro. Isso aconteceu porque eles não faziam ideia de o que estavam realmente procurando, uma vez que todo o processo foi coordenado pelo FBI (EUA) e somente a prisão foi realizada pelos agentes neozelandeses (que não tiveram acesso às informações necessárias).
O que acontecerá a partir de agora?

Ainda é difícil afirmar o que vai acontecer no caso de Kim Dotcom. A justiça da Nova Zelândia começa a dar alguns passos na direção do empresário, mas a polícia norte-americana já tem todos os dados que precisava. No dia 4 de julho, uma nova sentença vai dizer se ele vai realmente ser extraditado para os Estados Unidos. Se a justiça declarar que ele deve ser levado para a América, as chances de ele ser inocentado em todo o caso podem ser esquecidas.

Font: Ars Technica

terça-feira, 26 de junho de 2012

Kim Dotcom chama seguidores do Twitter para festa na piscina

Fundador do Megaupload já chamou fã para festejar, mas promete evento maior.








A conta no Twitter de Kim Dotcom continua bombando: depois de postar piadas sobre processos judiciais e detalhes de todo o cotidiano enquanto aguarda julgamento, o dono do site Megaupload resolveu mostrar para um de seus fãs que todo o luxo (e as bizarrices) aparente pelas fotos na rede social é mesmo realidade.

Questionado por um seguidor se ele “passava o dia inteiro dirigindo e posando para fotografias”, Dotcom respondeu positivamente e ainda convidou Ben Gracewood, que também mora na Nova Zelândia, a visitar a mansão e participar de uma festinha na piscina do milionário.

A experiência foi considerada divertida e surreal por Gracewood, que até criou um site sobre o feito, além de narrada em tempo real por Dotcom sob a hashtag #swimatkims. Mas não acaba aí: animado pela ideia, o empresário prometeu uma festa ainda maior – em uma piscina pública, com sons, luzes, DJs e muitas pessoas dispostas a lutar por uma internet livre e, claro, se divertir.

Fonte: Mashable