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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Bóson de Higgs: descoberta poderá custar 100 dólares ao físico Stephen Hawking

O físico britânico apostou com um colega que o novo elemento nunca seria encontrado.







Mesmo com praticamente toda a comunidade científica em polvorosa por causa da possível descoberta do Bóson de Higgs pela Cern, ainda assim alguns poderão ser menos “beneficiados” com tal anúncio. Mais especificamente, é de Stephen Hawking que estamos falando — a descoberta da “partícula de Deus” pode ser um grande passo para a Física, mas, se comprovada, irá custar 100 dólares ao professor.

Tudo isso foi resultado de uma aposta feita pelo cientista com um colega e também físico Gordon Kane, o atual diretor emérito da Universidade de Michigan. Em entrevista à BBC, Hawking afirmou que 100 dólares (cerca de 200 reais) foram colocados em jogo quanto à teoria da “partícula de Deus” — para ele, o elemento nunca seria achado.

Mesmo possivelmente perdendo a aposta — a descoberta aponta com 99,99% de certeza que se trata do Bóson de Higgs —, o físico parabenizou as equipes envolvidas com o projeto.

Além disso, ele afirmou que, caso o resultado seja realmente comprovado (alguns testes ainda serão feitos para chegar a uma conclusão definitiva), Peter Higgs — cientista que postulou a existência de uma partícula elementar em 1964 — deveria ganhar o prêmio Nobel de Física por sua contribuição.

Fonte: BBC e Tecmundo

Descoberta no Brasil planta carnívora devoradora de vermes

Flor nativa do cerrado brasileiro se alimenta de pequenas criaturas que vivem no solo.








De acordo com o The Thelegraph, uma equipe internacional de pesquisadores — incluindo brasileiros — descobriu que uma espécie de planta nativa do cerrado é carnívora e se alimenta de vermes que vivem sob o solo.

A planta — Philcoxia minensis — conta com uma rede de minúsculas folhas pegajosas que ficam sob a superfície, capturando pequenas criaturas que se aproximem delas. Embora existam inúmeras espécies carnívoras no mundo, devoradoras de insetos, sapos e até pequenos mamíferos, esta planta do cerrado é a única de que se tem notícia a capturar suas presas debaixo da terra.

Os botânicos descobriram três plantas, todas da mesma família, e acreditam na possibilidade de que possam existir inúmeras outras com este mesmo tipo de mecanismo de absorção de nutrientes, que nunca havia sido observado anteriormente.

Fontes: The Thelegraph, TecmundoPNAS

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Como é a comida que vamos comer em Marte?

Cientistas e astronautas se preparam para alimentar os futuros colonizadores no Planeta Vermelho.







Estudantes da Universidade de Cornell, juntamente com cientistas, pesquisadores e professores de culinária, estão preparando aquele que seria o cardápio para uma missão espacial em Marte. Por enquanto, tudo não passa de uma simulação, mas os líderes do projeto acreditam que, muito em breve, o menu proposto poderá ser colocado em prática.

Batizado de HI-SEAS, o projeto tem como objetivo construir uma estratégia para alimentar uma possível colônia humana em Marte. Para isso, estão sendo analisados os recursos necessários e os parâmetros nutricionais, de forma que os viajantes possam ter acesso a alimentos saborosos, ainda que eles tenham um aspecto completamente diferente do que estamos acostumados.

O estudo terá fim no próximo ano, quando seis astronautas serão escolhidos para passar 120 dias isolados em Mauna Loa, uma montanha vulcânica do Hawaii que não possui vegetação e cujas características de solo se assemelham um pouco ao que poderia ser encontrado em outro planeta.

Os alimentos que serão usados na experiência são todos desidratados: pedaços de carne e frango, legumes, frutas e até pizza. “Nós simplesmente não sabemos como a mente humana responde a passar meses ou anos em um ambiente estranho, a milhões de quilômetros de distância de outros membros da sua espécie”, explica Kim Binsted, um dos líderes do projeto.

Fonte: PopSci

Como o Bóson de Higgs pode mudar a Física como a conhecemos

Físicos podem ter comprovado experimentalmente a existência da partícula que deu origem ao universo.










De acordo com o pessoal do site Dvice, a CERN — Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear — deve anunciar nesta quarta-feira, com 99,99% de certeza, que foram encontradas evidências sobre a existência do Bóson de Higgs.

A teoria sobre a existência do Bóson de Higgs — partícula elementar que surgiu logo após o Big Bang e que teria dado origem a toda a matéria existente no universo — apareceu ainda na década de 60, mas os cientistas não haviam conseguido provar a sua existência com nenhum tipo de experimento. Até agora, aparentemente.










Modelo-padrão da física de partículas



Todas as partículas fundamentais que constituem a matéria, assim como suas forças, foram descritas pelo modelo-padrão. Assim, é através dele que os físicos conseguem desenvolver os equipamentos necessários para comprovar a existência dessas partículas teóricas.

Até o momento, a existência de todas elas — de quarks a neutrinos — já foi detectada experimentalmente, confirmando que o modelo-padrão estava correto. A última delas seria o Bóson de Higgs, que demorou tanto tempo para ser detectado devido à energia necessária para reproduzir um em laboratório.






O modelo-padrão explica quase tudo


O modelo-padrão também serve para predizer como essas partículas devem se comportar. Contudo, é somente através dos experimentos que os físicos podem comprovar se o modelo realmente tem razão.

E, embora esteja absolutamente correto sobre a existência de muitas coisas, existem algumas questões superimportantes que não puderam ser explicadas ainda. Entre algumas delas estão a força da gravidade, o tempo, a matéria escura e a antimatéria.

Portanto, caso realmente seja confirmada a existência do Bóson de Higs amanhã, os físicos poderão se preocupar em conseguir explicar algumas das questões que mencionamos acima. Por outro lado, caso a sua existência não seja confirmada, isso significaria uma falha na base da física-padrão, e quem sabe os cientistas não tenham que partir para uma nova e revolucionária teoria?

Fontes: Dvice e CERN

Via Láctea ainda está se recuperando de um misterioso impacto

Cientistas afirmam que um grande evento ocorrido há 100 milhões de anos modificou muitos comportamentos do universo.







Para aqueles que estão preocupados com as consequências de um possível impacto da nossa vizinha, a galáxia de Andrômeda, com a Via Láctea em um futuro distante, aqui vai uma notícia para que você possa colocar as coisas em perspectiva: nossa galáxia ainda está se recuperando de um duro golpe que sofreu há 100 milhões de anos.

Cientistas do Fermilab analisaram cerca de 300 mil estrelas catalogadas pelo Sloan Digital Sky Survey, que já mapeou pelo menos 35% das áreas conhecidas da galáxia, e notaram algo pouco comum: algumas estrelas próximas, nas partes norte e sul da Via Láctea, estão fora de sincronia umas com as outras.




Causas e consequências


As estrelas giram ao redor do disco achatado da Via Láctea a cerca de 220 km/s, com pequenos movimentos de cima para baixo a cerca de 20 a 30 km/s. O movimento dessas estrelas deveria ser simétrico, mas não foi isso que os cientistas perceberam.

Para eles, a explicação é que a Via Láctea teria sofrido um forte impacto há pelo menos 100 milhões de anos e esses movimentos não sincronizados nada mais são do que uma reverberação desse impacto. Embora ainda não se saiba quais são as causas da colisão, a descoberta leva os pesquisadores a duas constatações.

A primeira delas é a de que somos capazes de sobreviver a um impacto, mesmo que ele venha a acontecer somente daqui a 4 bilhões de anos. Já a segunda, e muito mais interessante para a ciência, é a possibilidade de estudar na atualidade o que um impacto como esse pode causar nos planetas envolvidos.

Fonte: LA Times

Agora é oficial: cientistas encontraram o que pode ser a "Partícula de Deus"

Após anos de pesquisa, pesquisadores encontraram indícios de que estamos diante do Bóson de Higgs.











Depois de muita expectativa e de especulações, o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern) anunciou aquilo que pode ser a chamada “partícula de Deus”, o Bóson de Higgs. A descoberta foi apresentada à comunidade científica na manhã desta quarta-feira em Genebra, na Suíça.

A novidade foi revelada por pesquisadores das equipes CMS e ATLAS após realizarem testes no acelerador de partículas, revelando o possível bóson de massa entre 125 e 126 GeV — Gigaelétron-Volt, unidade de medida utilizada por elementos subatômicos e que equivale a um próton. Por décadas, cientistas tentavam encontrar a unidade elementar da Física teórica moderna.

No entanto, ainda não há a certeza de que estamos diante da chamada partícula de Deus. Isso porque ainda é preciso analisar e comparar a novidade para que tenhamos uma confirmação definitiva. No entanto, os dois grupos deram 5 sigmas de confiabilidade ao resultado, o que significa que as chances de não estarmos diante de algo inédito sejam de uma em 1 milhão.

Mas, mesmo assim, os pesquisadores não se sentem confortáveis o suficiente para chamar a descoberta de Bóson de Higgs. Ainda que ele se comporte como tal, será preciso mais uma série de testes, cálculos e pesquisas para que cheguemos a uma conclusão definitiva. De acordo com o diretor do Cern, Rolf Heuer, trata-se do início de uma longa jornada na investigação das propriedades dessa partícula.

Ao fim da apresentação, os cientistas chamaram ninguém menos do que o criador do conceito, o físico inglês Peter Higgs, que postulou a existência de uma partícula elementar em 1964. Emocionado, Higgs disse em seu discurso que está muito feliz de ainda estar vivo quando sua teoria está prestes a ser comprovada.

Fonte: The Verge, Gizmodo, ArsTechnica, Tecmundo

NASA anuncia descoberta de portais no campo magnético terrestre

Aberturas ocultas criam uma conexão entre os campos magnéticos da Terra e o do Sol.









De acordo com a NASA, um cientista da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, conseguiu identificar a presença de portais ocultos no campo magnético terrestre. Entretanto, as passagens encontradas estão bem longe de nos conduzir a universos paralelos ou permitir a viagem através do tempo. Conforme explicou Jack Scudder, o pesquisador responsável pela descoberta, esses portais são pontos nos quais o campo magnético terrestre se conecta ao do Sol, criando uma passagem ininterrupta entre o nosso planeta e a atmosfera solar, que se encontra a 150 milhões de quilômetros. Portais ocultos Segundo as observações realizadas, esses portais possuem tamanhos diferentes, além de se abrirem e fecharem dezenas de vezes ao dia. Enquanto estão abertas, essas passagens permitem a entrada de partículas capazes de aquecer as camadas mais externas da nossa atmosfera, podendo desencadear tempestades geomagnéticas e dar origem às auroras boreais. Embora essas passagens de energia sejam transparentes, instáveis e imprevisíveis, Scudder afirma ter encontrado uma maneira de encontrá-las. Através da análise de dados coletados pelas espaçonaves Themis e Polar da NASA e sondas espaciais da agência espacial europeia, o cientista observou cinco combinações simples entre campo magnético e medição de partículas que indicam a presença de um portal. A agência espacial norte-americana pretende lançar uma missão em 2014 para estudar as passagens, e você pode saber mais sobre os portais ocultos assistindo ao vídeo acima. Para ativar as legendas, clique no botão “cc” do menu.

 Fontes: NASA e YouTube

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Todas as calorias são tratadas da mesma forma pelo nosso organismo?

Evidências sugerem que as calorias provenientes de diferentes alimentos não são processadas da mesma maneira.











Segundo um estudo realizado por pesquisadores do Boston Children’s Hospital, tudo parece indicar que o nosso organismo não trata todas as calorias da mesma maneira. Os cientistas observaram os efeitos de três dietas diferentes — restrição calórica, restrição de carboidratos e baixo índice glicêmico — em um grupo de pessoas obesas que consumiu a mesma quantidade de calorias durante os três regimes


As calorias não são iguais

Os resultados foram impressionantes. De acordo com o estudo, os indivíduos seguindo a dieta de restrição de carboidratos queimaram 350 calorias a mais por dia — o equivalente a 1 hora de atividade física moderada — do que os que seguiram uma dieta-padrão de restrição calórica. Quem seguiu a dieta de baixo índice glicêmico teve um gasto calórico de 150 calorias a mais por dia, equivalentes a aproximadamente 1 hora de exercícios leves.
Embora a ideia de cortar os carboidratos de vez da sua mesa pareça atraente, esta foi a dieta com pior índice de manutenção de peso, além de oferecer vários riscos à saúde. A dieta de restrição calórica também não apresentou bons resultados: além de fazer com que o metabolismo fique mais lento — e queime menos energia —, ela também afeta de forma negativa os níveis de insulina e lipídios, sendo muito restritiva e deixando-nos famintos.




 




Dos três regimes testados, o de baixo índice glicêmico foi o que apresentou o resultado mais equilibrado, não oferecendo efeitos adversos, além de ser mais fácil de seguir que as outras duas opções, contando com opções saudáveis no cardápio que também nos faz queimar mais energia.
Trocando em miúdos

O que os pesquisadores observaram foi que, apesar da quantidade de calorias consumidas nas três dietas ser a mesma, a maneira como elas são queimadas parece depender dos alimentos dos quais elas são provenientes.

Assim, reduzir o consumo de alimentos ricos em carboidratos processados, como a farinha e os açúcares, parece afetar a maneira como o nosso organismo armazena energia em vez de queimá-la, além de ser muito mais saudável.

Fontes: New York Times e Boston Children’s Hospital

Cientistas inventam sistema que permite digitar com o pensamento

Eles alegam que o invento requer pouco esforço de instalação, tornando-se "imediatamente operacional".







Pela primeira vez na história da humanidade, nós seremos capazes de digitar palavras e frases, letra por letra, apenas com o pensamento. Isso será possível através de um sistema de leitura da mente criado por cientistas da Universidade de Maastricht, localizada nos Países Baixos.

Tudo ocorre em tempo real, sem mover um único músculo ou dizer uma única palavra. O incrível invento não vai ajudar apenas as pessoas com deficiências motoras graves, mas também pode potencialmente afetar toda a humanidade de uma forma sem precedentes.

De acordo com Bettina Sorger, do Departamento de Neurocognição da Universidade, este é o primeiro sistema que traduz os pensamentos em letras em tempo real e permite o “vai e vem” de informações dentro de uma sessão de varredura no cérebro.

Sorger também informa que o novo sistema requer muito pouco esforço para instalação, tornando-se “imediatamente operacional”. Eles também dizem que ele tem um potencial de aplicação “em termos de diagnósticos e estabelecimento de comunicações de curto alcance com pacientes não responsivos e capacidades motoras severamente prejudicadas”.

Fonte: Science Daily

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Google Compute Engine: milhares de núcleos para rodar apps nas nuvens

Novo sistema garante muito mais velocidade e confiabilidade nos resultados de testes e pesquisas.








Imagine centenas de milhares de núcleos de processamento realizando uma tarefa para você ou para um software que você esteja desenvolvendo. Certamente, os resultados seriam incríveis e capazes de deixar qualquer mente superpoderosa com inveja da velocidade obtida. Pois é o que a Google está oferecendo para os desenvolvedores com a nova tecnologia Google Compute Engine.

De maneira resumida, o sistema funciona da seguinte forma: desenvolvedores ou pesquisadores fazem o upload de seus sistemas para que as máquinas Linux dedicadas realizem os cálculos mais avançados que forem possíveis. Em um exemplo, a Google mostrou que uma empresa poderia importar um banco de dados inteiro para realizar cálculos mais precisos em poucos instantes.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Você está próximo a um laboratório de contenção de ameaças biológicas e nem desconfiava

São Paulo abriga o único laboratório de pesquisa de patogêneses de alto risco da América Latina.









Se você morre de medo de guerras biológicas ou acredita que epidemias de vírus podem devastar a Terra, tem agora mais um motivo para confirmar suas teorias: o Gizmodo publicou nesta semana um mapa dos laboratórios de contenção de ameaças biológicas espalhados pelo mundo. Embora os locais sejam totalmente seguros, isso abre algumas possibilidades para quem já carrega uma pontinha de paranoia.

O mapa foi feito pela Federação dos Cientistas Americanos e mostra as áreas que contam com instalações de biossegurança dos níveis 3 e 4, o que seriam os grandes laboratórios para contenção de patogenias emergentes de alto risco. No mapa aparece o Laboratório Klaus Eberhard Stewien, que ocupa 50 m² do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, em São Paulo.

O laboratório da USP é apontado como NB3. Nele, são feitas pesquisas e diagnósticos envolvendo agentes que possam causar doenças sérias e/ou possivelmente letais por sua inalação ou exposição. Para manipulação, é necessário usar roupas protetoras e câmaras de segurança biológica, como na imagem abaixo.





Além disso, todo o ar que sai do laboratório precisa passar por um tratamento especial, para que não haja risco de contaminação. Com um filtro de ar especifico, 99,97% das partículas com 103 micrômetros são retidas, o que garante que quaisquer agentes sejam impedidos de sair do ambiente.
Já as instalações de nível 4 são tidas como as mais perigosas por tratarem com microrganismos que apresentam alto risco letal. Nesse caso, os laboratórios funcionam em prédios próprios ou em áreas totalmente isoladas do resto da construção, de modo que seja impossível a entrada de insetos.
Um dos itens essenciais de segurança para laboratórios de nível 4 é a higiene dos funcionários. Ninguém pode entrar ou sair do ambiente sem antes trocar suas roupas e passar por uma ducha, em uma sala de banho específica. A própria sala de roupas já conta com filtros de ar especiais e não há qualquer contato entre os trajes do laboratório com os usados em ambientes externos. Além disso, todos os suprimentos ficam em ambientes de portas duplas e automáticas, passando por todo o processo de descontaminação a cada uso.
Para quem não entende o motivo de tanta preocupação, o Gizmodo especifica uma breve lista de doenças que são manipuladas nas estações de nível 4. Entre elas estão o ebola e a gripe aviária. Aproveite para conferir abaixo uma galeria de imagens do Laboratório Klaus Eberhard Stewien, em São Paulo. Se quiser, você também pode conferir a versão interativa do mapa clicando neste link.

Liquens podem sobreviver no espaço

Pequenos organismos são capazes de suportar as duras condições de vida fora da Terra.









De acordo com uma notícia publicada pela ESA — Agência Espacial Europeia —, astronautas da Estação Espacial Internacional estão explorando os limites da vida no espaço. Segundo a agência, em 2008 uma série de amostras de organismos vivos foi enviada ao espaço para que os cientistas pudessem estudar suas capacidades de sobrevivência.

Os cientistas observaram, durante 18 meses, a resistência de sementes, bactérias, algas e liquens, que não receberam qualquer tipo de proteção e foram expostos às condições do espaço. Os organismos tiveram que sobreviver a temperaturas que variavam entre -12 oC e 40 oC, enquanto orbitavam ao redor da Terra, além de suportar a incidência direta dos raios solares sem o uso de qualquer tipo de filtro.






Liquens e melhores protetores solares



Segundo os cientistas, entre os organismos estudados os liquens foram os mais resistentes. Mesmo depois de enfrentar todas essas adversidades, algumas espécies continuaram a se desenvolver normalmente depois de retornar à Terra.

Conforme explicou René Demets, da ESA, os liquens parecem entrar em uma espécie de estado dormente, durante o qual esperam por melhores condições para voltar a crescer. Além disso, a sua capacidade de resistir à incidência direta dos raios solares durante 18 meses também chamou a atenção da indústria de cosméticos, que se interessou nos organismos para, quem sabe, desenvolver melhores protetores solares.

O estudo também reforça a ideia de que a vida pode se espalhar de um planeta a outro e, até mesmo, de um sistema solar a outro, com organismos vivos pegando carona com asteroides para viajar pelo espaço. Esta última teoria também será posta à prova pelos astronautas da ISS em breve.

Fonte: ESA

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Cientistas pretendem "hackear" a mente de Stephen Hawking

Com o auxílio de um novo dispositivos, pesquisadores da Universidade de Stanford querem decifrar o cérebro do gênio da física.












Sites de instituições governamentais, serviços online e contas de email. Tudo isso você já sabia que poderia ser hackeado. Mas e o cérebro de um dos maiores gênios que a ciência já conheceu? Estamos falando de Stephen Hawking, um dos cientistas mais respeitados da atualidade, e ele pode ter a própria mente “invadida” pelos pesquisadores da Universidade de Stanford (Estados Unidos).

Os cientistas vão colocar um dispositivo criado por eles mesmos (chamado iBrain) na cabeça de Hawking. O objetivo disso é conseguir decifrar como funciona o cérebro dele e também transformar todos os impulsos elétricos oriundos da atividade cerebral – que, pelo menos em teoria, é maior do que a maioria dos seres humanos – em movimentos e voz.

Para o Telegraph, um dos responsáveis pelo projeto disse: "É muito excitante para nós, porque isso vai nos permitir ter uma janela para o cérebro. Estamos criando a tecnologia que vai permitir que a humanidade tenha acesso ao cérebro humano pela primeira vez. Gostaríamos de encontrar um caminho para ignorar o corpo de Hawking e apenas hackear seu cérebro".

Stephen Hawking sofre com uma doença degenerativa e há muitos anos consegue movimentar apenas uma pequena parte de seu rosto. Sem movimentos, ele precisa de uma cadeira de rodas automática para se locomover e, para se comunicar, utiliza um aparelho especial que consegue sintetizar sua voz. Com o novo sistema, os cientistas pretendem identificar a atividade de determinados setores cerebrais para que, no futuro, seja possível transformá-los em movimento.

Fonte: Telegraph

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Peixes "imortais" impressionam cientistas

Algumas espécies de animais possuem um processo de envelhecimento tão lento que chega a ser quase indetectável.






O ser humano não cansa de procurar a mítica “fonte da juventude”. Diversas estratégias já foram abordadas para tentar conquistar o elixir da vida eterna. Manipulação de proteínas, ratos que com perderam as rugas e até o bom e velho “sono da beleza” já apareceram na imprensa especializada. Porém, poucos sabem que outras espécies de animais possuem o dom de envelhecer de maneira muito lenta e sem a necessidade de usar recursos artificiais para isso.

Na natureza, é possível encontrar espécies atuais e que são, praticamente, imortais. Entre elas estão o caso de dois peixes que seriam ótimas companhias para o Highlander, personagem interpretado por Christopher Lambert, em meados da década de 80.


Linguado fêmea retarda seu envelhecimento depois do segundo ano de vida (Fonte da imagem: NSW)



O linguado é famoso por sua aparência esquisita, com dois olhos em uma única face e que parece ter saído de uma tela de Picasso. Porém, há uma informação pouco conhecida sobre ele e que torna esse espécime ainda mais único: as fêmeas crescem rapidamente nos dois primeiros anos e, depois, retardam seu envelhecimento. Enquanto os machos não vivem mais do que três anos, o linguado fêmea chega facilmente aos sete anos.

Porém, esse comportamento não se compara com o do bodião de rougheye (Sebastes aleutianus), espécie conhecida em inglês como rougheye rockfish. De acordo com o site Epinions, essa espécie pode viver por 205 anos.



Mesmo entre os mamíferos há quem viva bastante. A baleia-da-groelândia, por exemplo, pode chegar até os 210 anos de vida. O interesse por esses animais vem do fato de que a ausência de uma expectativa de vida bem definida possa ser uma características genética, de células que não perdem o vigor e a possibilidade de reprodução com o passar do tempo. Por isso, há a esperança de que a nossa “fonte da juventude” esteja nos cromossomos e DNA dessas espécies.

Fonte: Epinions